No meio do caminho tinha um papel rabiscado...
Há momentos em que tudo o que eu queria era me esconder debaixo da cama e ficar lá, quietinha e sem pensar em absolutamente nada. E não falar com ninguém, fazer falta para ninguém, ser nada. E nunca ter existido. E não ter que compartilhar do mal social. Não ter que ouvir bordões, não ter que seguir uma moda, um estilo, não ter que usar uma marca, não ter que ver babacas bancarem os bacanas. Não ter falsos amigos, não ouvir falsas promessas. Não assistir à criticidade dos soberbos intelectuais. E não presenciar falsa modéstia, e não ter que alimentar o ego de ninguém, e não ter que ser desrespeitada para que alguém se sinta melhor. E sair desse mundo de orgulho, onde os idiotas arrogantes são espertos, e ser esperto é a única coisa que importa. E quando penso que estou me adaptando, mais horrores, absurdos. O que você é capaz de fazer, e quantas pessoas você pode magoar só pra se sentir um pouco mais? Até onde vai a obsessão pelo reconhecimento, quantos você ainda vai enganar? E precisa disso tudo? Mentiras, ilusões, eu não sei dar patadas. Há momentos em que me pergunto se só a minha mãe me ensinou que deveria ser educada, honesta, e buscar a felicidade sem precisar ferir ninguém. Há momentos em que tudo que eu queria era me transportar para um mundo de verdade, onde não houvesse fantasia, faz de conta. E viver a verdade dos contos de fada, do faz de conta.
...Tinha um papel rabiscado no meio do caminho
Que lindo, amigaaa! *.*
ResponderExcluirlindo? rsrs isso é crise existencial rsrs
Excluirvaleu amiga!!!bjuuu
Acho que já li esse papel tbm voou pelo meu caminho recentemente
ResponderExcluirhehe ;)
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