Ergo a cabeça, continuo a caminhada. Tento cuidar de mim,
pensar apenas no que preciso, mas está difícil. Tento ser apenas o que eu sou e
buscar a minha felicidade...mas então eu paro. Era mais simples quando abria
mão das minhas dores, das minhas vontades. Era mais fácil só querer te fazer
feliz, te alegrar. Abro mão do que eu quero porque me sinto melhor sendo legal
com os outros. Era melhor quando me preocupava contigo e tentava te dar toda a
força que nem tinha. E tudo que eu fiz foi te mostrar que eu estava pronta pra
encarar o que viesse. Eu era mais forte e estava decidida, por ti eu ia me
virar, tudo valia. Codependência ou não, era melhor assim. Mas nunca fui
tão perfeita a ponto de aceitar tudo, nem tão perfeita a ponto de não esperar
algo em troca. Não, eu não queria recompensa, talvez reconhecimento. De repente,
só consideração. Um defeito meu, talvez. E talvez, eu errei. Mas não podia me
julgar assim. Se todo amor de nada valia, nenhuma jura se cumpria. Nem meu
esforço, nem meu amor ou o amor que falou que sentia foi capaz de reverter a
decisão. Eu apenas enfraqueci e sofri. Esperava mais, sim. Mais atitude, mais esperança,
mais força. Que nem ligasse pro que eu tinha dito, ou que só tivesse cuidado
das próximas vezes. Eu esperava que o sentimento falasse mais alto, e falou...orgulho,
ódio e rancor. E “no fundo, no fundo” eu só queria colher o que eu plantei, ou
achava que tivesse plantado. Por que, pra mim, eu plantei amor. Mas nem amor,
nem carinho, nem atenção foram meus advogados... tudo fora pequeno demais perto
da minha sentença. Não valeu nenhum dos nossos melhores momentos, abaixei a cabeça e me rendi. E, hoje, ergo a cabeça e tento seguir.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir