terça-feira, 30 de março de 2010

Dia Comum

Saindo de casa dei de cara com um buraco, era mais um depois da chuva de ontem. Fui para parada e lá fiquei uns trinta minutos. Peguei um ônibus lotado, que, por sorte, consegui entrar. Eram muitos buracos, um deles quase derrubou uma senhora que estava em pé ao meu lado. Chegando à integração, desespero. A porta prendeu metade de um homem que não conseguia entrar. Muitos carros, muita gente, pouco espaço. Trânsito caótico, calor do inferno, buraqueira sem fim. Depois chuva e mais calor e pra piorar uma goteira em cima de mim. Chegando lá, a chuva já tinha passado, o calor não. Já estava escurecendo e já tava tudo escuro. Nada de iluminação. Fora o lixo de costume, ainda tinha um amontoado de lixo que estava esperanto pra ser recolhido, ainda não tínhamos nem previsão de quando o caminhão do lixo voltaria a passar. Andando mais um pouco a companhia de água tava lotada, filas de moradores, há dias sem água, com seus baldes. Chegando à escola, só o vigia na porta, mais uma vez as aulas não começavam naquele dia.

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