...Mesmo descrentes de uma política limpa e honesta, cada nova eleição reacende a esperança de mudanças, de propostas cumpridas, de políticos honestos, de medidas efetivas para resolução dos nossos maiores problemas. No entanto, entra governo e sai governo e o que se vê? Medidas paliativas: bolsa fome, bolsa gás, bolsa roupa, bolsa remédio, bolsa... bolsa. As bolsas que só compensam a carência que atinge grande parte da população brasileira.
...Talvez, por isso sejam as propostas que mais se destacam depois das de privatização dos serviços, claro. As privatizações são mais interessantes para o Estado, que continua a cobrar os impostos, mas se livra da responsabilidade com a população. Para os empresários é uma maravilha, quer meio melhor de lucrar? País pobre, onde a concentração de riquezas é maior, o Estado não interfere em absolutamente nada, só cobra os impostos, que representam um valor mínimo perto do que se lucra à custa da exploração de mão-de-obra barata e alienada. E para os pobres, oportunidade de emprego, consequentemente a dignidade, o consumo. E assim ouvimos falar em desenvolvimento econômico do país, aumento do PIB, diminuição na taxa de analfabetismo, mas a olho nu ainda observa-se a pobreza, a exclusão.
...Mudar a situação? Sim, nós temos a opção do voto. Na verdade, nós escolhemos os nossos representantes. Mas será que a democracia funciona como o próprio conceito a designa? Talvez o problema esteja na democracia representativa. E, como um pequeno grupo que detém o poder pode atender as reais necessidades da maioria sem deixar que os caprichos do seu grupo os influenciem?
...É difícil acreditar em mudança vinda de políticos. Acaba sendo “daquele jeito”: antes das eleições as promessas e depois as decepções.
...Mas também, não adianta só dizer que todos são ladrões, corruptos e "jogar voto fora", o voto consciente ainda é importante. Apesar de tudo, ainda é imprescindível analisar bem as propostas e por elas se guiar, além do histórico do político, embora esteja fadado à mudança brusca após a eleição. Mas, é melhor votar em alguém que tem a ficha limpa do que naquele cuja ficha já tá mais do que "borrada".
...Em momentos de eleição temos que olhar pra frente e pensar no que deve ser feito, mas não podemos nos esquecer de olhar pra trás e ver o que foi feito, e quem o fez ou mesmo o que vem sendo feito. E este ano deve-se dar atenção ainda maior ao que acontece na esfera política, já que é, também, ano de Copa do Mundo, o que atrai todo o foco para os jogos, jogadores e tudo mais que esteja relacionado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário