Ontem tive um sonho estranho. Sonhei que a ingenuidade me deixava só. A ilusão me deixava em paz e a solidão segura firmemente na minha mão. E chorava como criança sem mãe. Apareceu um estranho que ia me guiar a direção. Não temi, e agarrada à solidão, apenas segui. Ele também não se importava se eu estava com medo ou desconfiada, sabia que não havia escolha. Passamos por pedras, labirintos e ao chegar num deserto ele apenas olhou em meus olhos, como fizera da primeira vez, e sumiu, virou pó, fumaça, não sei ao certo. Pronto, agora éramos eu e a solidão, mais uma vez. Fiquei triste, já estava começando a me acostumar e a gostar daquele homem que nada dizia, que mal me olhava e que só caminhava, sem me esperar se resolvesse parar. Mas eu não podia cobrar mais do que aquilo que ele tinha sido pra mim; ele me guiou. Apareceu quando eu mais precisava e foi embora quando eu menos esperava. Mas continuei, eu reclamava, mas solidão não dizia nada, apenas um olhar pro horizonte, um pensamento distante. Seguíamos reto, acompanhando uns passos. A ingenuidade me pousou o ombro, já tava em tempo. O que me preocupava era que, para acompanhá-la, logo viria a ilusão. Pelo menos já não estaria sozinha com a solidão. Mas foi quando bateu uma ventania no deserto, e, “do nada” um trovão. Levei um susto, acordei. Era um raio que acabava de cair no começo da minha rua. sexta-feira, 7 de maio de 2010
O Sonho
Ontem tive um sonho estranho. Sonhei que a ingenuidade me deixava só. A ilusão me deixava em paz e a solidão segura firmemente na minha mão. E chorava como criança sem mãe. Apareceu um estranho que ia me guiar a direção. Não temi, e agarrada à solidão, apenas segui. Ele também não se importava se eu estava com medo ou desconfiada, sabia que não havia escolha. Passamos por pedras, labirintos e ao chegar num deserto ele apenas olhou em meus olhos, como fizera da primeira vez, e sumiu, virou pó, fumaça, não sei ao certo. Pronto, agora éramos eu e a solidão, mais uma vez. Fiquei triste, já estava começando a me acostumar e a gostar daquele homem que nada dizia, que mal me olhava e que só caminhava, sem me esperar se resolvesse parar. Mas eu não podia cobrar mais do que aquilo que ele tinha sido pra mim; ele me guiou. Apareceu quando eu mais precisava e foi embora quando eu menos esperava. Mas continuei, eu reclamava, mas solidão não dizia nada, apenas um olhar pro horizonte, um pensamento distante. Seguíamos reto, acompanhando uns passos. A ingenuidade me pousou o ombro, já tava em tempo. O que me preocupava era que, para acompanhá-la, logo viria a ilusão. Pelo menos já não estaria sozinha com a solidão. Mas foi quando bateu uma ventania no deserto, e, “do nada” um trovão. Levei um susto, acordei. Era um raio que acabava de cair no começo da minha rua.
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