sexta-feira, 28 de maio de 2010

Raiva. Quem nunca sentiu?

Pra mim, não tem sentimento pior que esse. Quase sempre tento reprimir a minha ira. Mas já vi que pode não ser uma boa opção. Cada vez que a prendo dentro de mim, ela fica guardada e vai se acumulando e se tornando cada vez mais freqüente, até que eu exploda de uma vez. E só então vem aquela sensação de cura da ira (é bom quando não vem a culpa depois). Às vezes, acabo explodindo por besteira, e tudo aquilo que precisava ser dito não foi feito em tempo. Na tentativa de amenizar os conflitos inflando esse nó dentro do peito, fico mais tensa e, logo fica fácil encontrar qualquer motivo para uma nova raiva.

Se o problema fosse somente o de parecer um doido que se descontrola por besteira seria mais fácil conduzi-lo, mesmo porque “de louco todo mundo tem um pouco”. Entretanto, estudos revelam que “Sentir raiva é um risco para cabeça e coração”.

Estudos realizados na Southern California University e no Centro Médico Cedars-Sinai, nos EUA, apontaram que em indivíduos hipertensos as situações de estresse e raiva não provocam no fluxo sanguíneo, e o mesmo efeito é percebido em pessoas com pressão arterial normal.

Em indivíduos saudáveis, a raiva e o estresse mental causam a dilatação da artéria carótida (que levam o sangue do coração para o cérebro) e aumentam o fluxo sanguíneo em toda a região cerebral. A pesquisa revelou que, nas pessoas hipertensas, o reflexo de dilatação não ocorre. Portanto, a situação de raiva não produz vasodilatação nem mudanças significativas no fluxo de sangue no cérebro.

De acordo com Tasneem Naqvi, um dos realizadores da pesquisa, a vasodilatação inadequada, ou a ausência de dilatação em resposta à situação de raiva ou estresse pode levar à isquemia do miocárdio (má irrigação do músculo cardíaco), aumentando os riscos de quem sofre de doença de coração, mesmo se o quadro estiver estável e controlado.

Sabe-se que, quando não há aumento do fluxo de sangue no cérebro durante atividades mentais, a cognição e o desempenho cerebral podem ser afetados. A descoberta da ausência de dilatação em resposta à raiva e ao estresse mental pode ajudar a identificar os indivíduos com maior risco de eventos cardiovasculares futuros.

Além das descobertas dos efeitos da raiva no fluxo sanguíneo, novos estudos têm mostrado que o sentimento causa mudanças elétricas no coração, que podem predizer arritmias futuras.

A raiva também pode causar o aumento de uma substância relacionado ao estreitamento das artérias, provocando doenças cardiovasculares. Segundo um estudo realizado na Universidade Duke, nos EUA, a raiva e outros fatores comportamentais e psicológicos podem ser os responsáveis por cerca de 50% dos ataques cardíacos em pessoas que não apresentam os fatores de risco tradicionais.

Inspirada nas minhas crises de raiva, resolvi escrever um pouquinho sobre isso, quem sabe assim as coisas acalmem um pouco mais dentro de mim e também possa servir de alerta para outros leitores, que como eu, se “iram” facilmente.

Fonte: Terra.

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