Meia-noite, um clik da luz, passos de preocupação, uma espiada pela porta. È melhor sair porque ninguém nunca chega enquanto é esperado na porta. Outro clik e a luz apaga. Um copo d’água e cama. Tentar dormir agora não era a melhor opção pra se acalmar e relaxar. Na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido, um cochilo - mas vária imagens e rápidos acontecimentos vinham a mente, o deixando mais preocupado ainda. Seria aquele pesadelo um pressentimento? E porque haveria de ser? Ele não era homem de pressentimentos. Nunca fora de sonhar com algo que viesse a acontecer, e tampouco acreditava nessas coisas. Mas dessa vez o sonho parecia tão real que a possibilidade de acontecer também lhe parecia real. O silêncio daquela noite o amedrontava e o fazia ouvir seus batimentos cardíacos. Um clik, uma espiada, a chave. Um carro se aproximava, poderia ser o táxi. E era um táxi, que passou direto enquanto seu Julião com as mãos no bolso do pijama fazia cara de mau, e tinha motivo para dar uma boa bronca, ela não havia levado o celular. Mas nada...A mão na testa, resmungando. Era melhor sair da porta, entrar e esperar deitado. Deitado não, sentado. E se tivesse mais um pesadelo enquanto cochilava?! E se ela tivesse perdido a chave e ele, num sono profundo a deixasse na porta?! Seria muito arriscado dormir naquela situação. Já eram duas horas. Deitado no sofá, o barulho da TV disfarçava o silêncio perturbador e evitava que ele abrisse a porta cada vez que um carro se aproximava. As três ele já dormia sobre o sofá, quando ela chegou com o salto na mão pra não fazer barulho. Passou por ele com todo cuidado e foi dormir. Amanhã ele veria sua Drica “dormindo como um anjo” e esqueceria a noite perturbadora que ela o fez passar.

danadinha ela... HAHA'
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