sexta-feira, 11 de março de 2011

Diante de tanta coisa acontecendo e tanta coisa pra acontecer, tantas confusões, dá vontade de fechar os olhos e dormir. Dormir a ponto de quando acordar tudo isso ter passado. Tudo está resolvido, e eu ter conseguido o que quero. Mas, infelizmente não da pra esperar que as coisas aconteçam enquanto se esta de braços cruzados, e muito menos dormindo. E qualquer droga de efeito analgésico só traria mais problemas.
Mas também, que problema que posso ter enquanto tenho saúde e, pelo menos, três refeições garantidas por dia? Talvez esteja reclamando de barriga cheia e mais uma vez dando ênfase as minhas pequenas questões.
E, talvez isso seja natural do ser humano. Afinal se encarássemos tudo como bom ou natural, não evoluiríamos. Aí vem aquela velha ideia clichê: “Tudo isso serve pra evoluir”. Pior, ou melhor, que parece que é assim mesmo.
E o que resta a fazer é encarar as pequenas questões de frente e ter muita paciência para que sejam todas resolvidas, mesmo que para isso seja gasto tempo e força.   

sábado, 5 de março de 2011

Um pensamento, um sentimento, um drama.

A vida não é fácil, mas quem disse que não seria difícil? As pessoas são complicadas pra caramba, mas é natural do ser humano ser complexo. E não são só as mulheres, e não são os homens. O homem é um ser complexo e difícil de lidar. Certo que a vida seria mais fácil se nós fossemos menos complicados. Por que a gente tem que complicar tudo? É a pergunta que eu sempre me faço, que sempre te faço mesmo sem te dizer o que penso.

Muitas coisas que eu quero entender, e tantas coisas que precisa dizer, tudo isso nos afasta. E não é por desentendimento, é por falta de entendimento. Falta de compreensão, talvez, da própria situação. Um dia, talvez, a gente supere todas essas grilas que me incomodam, ou um dia eu supere tudo isso numa boa. Ou que o "pior" aconteça, não importa o que aconteça, isso um dia será superado. E, talvez tudo isso seja coisa da minha cabeça, mais uma vez... Um pensamento, um sentimento, um drama. Não se trata de um caso especial, são coisas que sempre acontecem, que sempre vão acontecer em algum momento da vida.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Vento e Tempo

Esse eu pudesse parar o tempo
Pararia o tempo que quero ter pra sempre
Se pudesse mudar o vento
Me levaria junto com ele para outro lugar
Se eu pudesse voltar o tempo
Voltaria só pra reviver aquele momento
Se pudesse controlar o vento
Sopraria pra longe tudo que me impede
E nem se eu pudesse parar no tempo
Me impediria de viver os novos acontecimentos

domingo, 9 de janeiro de 2011

Saudades

A tua cor, teu andar, teu perfume exalante
Teus sinais, teu sorriso contagiante
Esse seu jeito alegre de ser, a pessoa alegre que foi
Teus olhos, tua dor, tua face, teu amor
Presença de espírito, sempre junto de você
O andar e os gestos, sempre claros em mente
Tudo vai e tudo passa. As boas lembranças ficam
As boas lembranças trazem dor porque viraram lembranças
Sinto essa falta que virou saudade
Maldita saudade que me faz sentir falta
Maldito tempo que insiste em levar as coisas boas
Maldita nostalgia que insiste em me acompanhar
Benditas lembranças que me fazer aproveitar o presente
E ter certeza de que o valor está na intensidade em que se vive
E a intensidade depende do tempo que as coisas duram
E você durou o suficiente pra ter sido intenso




Um sonho












Tão próximo, e tão distante
Um sonho lindo de uma tortura
Um desespero incompreendido
Ansiedade inexplicável
A esperança à espera
Desejando que aconteça
Sonhando que se resolva
Torcendo sem mexer nos nós
Calculando e imaginando
Quando o distante se aproximar
E a tortura se transformar
O sonho lindo, ver realizar
A confusão resolvida
Novos problemas surgindo
Novas causas, novos anseios
É apenas parte de um ciclo
E independente do rumo
Terá sua ânsia num passado resolvido


domingo, 26 de dezembro de 2010

A filha única

Meia-noite, um clik da luz, passos de preocupação, uma espiada pela porta. È melhor sair porque ninguém nunca chega enquanto é esperado na porta.  Outro clik e a luz apaga. Um copo d’água e cama. Tentar dormir agora não era a melhor opção pra se acalmar e relaxar. Na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido, um cochilo - mas vária imagens e rápidos acontecimentos vinham a mente, o deixando mais preocupado ainda. Seria aquele pesadelo um pressentimento? E porque haveria de ser? Ele não era homem de pressentimentos. Nunca fora de sonhar com algo que viesse a acontecer, e tampouco acreditava nessas coisas. Mas dessa vez o sonho parecia tão real que a possibilidade de acontecer também lhe parecia real. O silêncio daquela noite o amedrontava e o fazia ouvir seus batimentos cardíacos. Um clik, uma espiada, a chave. Um carro se aproximava, poderia ser o táxi. E era um táxi, que passou direto enquanto seu Julião com as mãos no bolso do pijama fazia cara de mau, e tinha motivo para dar uma boa bronca, ela não havia levado o celular. Mas nada...A mão na testa, resmungando. Era melhor sair da porta, entrar e esperar deitado. Deitado não, sentado. E se tivesse mais um pesadelo enquanto cochilava?! E se ela tivesse perdido a chave e ele, num sono profundo a deixasse na porta?! Seria muito arriscado dormir naquela situação. Já eram duas horas.  Deitado no sofá, o barulho da TV disfarçava o silêncio perturbador e evitava que ele abrisse a porta cada vez que um carro se aproximava. As três ele já dormia sobre o sofá, quando ela chegou com o salto na mão pra não fazer barulho. Passou por ele com todo cuidado e foi dormir. Amanhã ele veria sua Drica “dormindo como um anjo” e esqueceria a noite perturbadora que ela o fez passar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Isso também passa"

Lá estava ela de novo, estudando vários textos e escutando qualquer coisa, na tentativa de esquecer o dia anterior. Por mais que tentasse, o perfume e a cor ainda estavam presentes e ainda estariam onde quer que ela fosse, o que quer que fizesse pra tentar esquecer. Jamais deixaria de lembrar até que tudo aquilo passasse de vez.

Não foi uma vez como as outras vezes, não foi uma coisa como as outras coisas, nem era só mais uma de suas crises. Dessa vez, fora diferente e a crise era intensa, tão intensa e profunda que a fazia não se dar conta disso. Nem uma lágrima, nem mesmo um grito abafado pelo travesseiro Bandido. Nada a tiraria daquele estado de nada. As atividades diárias, mais trabalhos automáticos do que qualquer coisa que a deixasse satisfeita. Nem uma dor aparente. Olhos lânguidos e sequer um sorriso amarelo, e ela nem se dava conta disso. Era preferível que ninguém ficasse, o tempo todo, pronunciando palavras de consolo ou mesmo perguntando o que havia e porque estava diferente. A faria lembrar menos vezes da própria tristeza. E quanto mais tentava se afastar para tentar esquecer, pior ficava. Solidão nunca foi remédio para se esquecer da própria dor. Mas se algum dia ela tivesse tido alguém de verdade, e se alguma vez na vida ela não tivesse se sentido só, talvez seria mais fácil entender que precisava da companhia de outras pessoas, além daquele pobre bonsai, que mesmo com todos cuidados já não se desenvolvia mais. Talvez porque a dona já não conversava tanto com ele, já não lhe sorria, ou talvez porque tinha se esquecido de trocá-lo de espaço. Mas ele também já estava triste; a tristeza, assim como a alegria, é contagiosa. A vida estava automatizada, quando ela percebeu que já não agüentava acordar todos os dias, passar café e tomar com biscoitos, colocar uma roupa escura, sem que se preocupasse com combinações, almoçar na rua, e ler textos ao final do dia até que dormisse. Talvez tudo estivesse passando, e estava. Ela mesma se deu conta disso, e nada de radical pra mudar a vida, fez. Num sábado a tarde resolveu ir à livraria, escolheu um livro de seu autor predileto, José Saramago. Ao pagar, sorriu agradecendo o caixa. Depois daquele sorriso, ela ficou rindo, e rindo repetidas vezes. Deixou a livraria a gargalhadas, lembrando-se de o quanto era bom sorrir.





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Só por hoje

Só por hoje, quero esquecer os meus anseios
E me livrar das obrigações
Não mais pensar nos próximos dias
Não planejar o próximo verão
Só por hoje não quero ter de me organizar
Não mais pensar em lista de compras
Não mais querer o que mais necessito
E me livrar das aparências
Só por hoje, quero esquecer o pó compacto
Não me preocupar com o meu salto
Sem saber se é cedo ou tarde
Se os ladrões vão me assaltar
Só por hoje eu quero pensar em mim
E quero me entender como ninguém
E sair do meu pequeno mundo
E sair desse grande mundo
E compreender o nosso mundo
Só por hoje eu só quero pensar no nosso hoje

domingo, 3 de outubro de 2010

Vento, Chuva, Sol e Lua

O vento passa
Leva meus cabelos
Leva meus sorrisos
Leva a tristeza
A chuva cai
Lava o meu corpo
Lava minha alma
Lava minha dor
O sol renasce
Dourando a pílula
Dourando minha terra
Dourando minha cor
A lua aparece
Ilumina os teus campos
Ilumina o meu caminho
Ilumina o nosso amor

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O ponto

Uma blusa caída nos ombros, com estampas coloridas, calça jeans escura e All star, Angélica caminhava para a parada de ônibus, jogando a franja de lado num andar meio largado. De largada não tinha nada, apesar de não ser de família rica, procura estar sempre na moda, como ela mesma dizia "de acordo com as tendências". Conseguiu pegar logo um ônibus, e nem estava cheio, dava pra ela escutar música sentada tranquilamente até chegar ao shopping.  Ainda no caminho entrou um garoto pela porta de trás, Angélica logo virou a cara. Não poderia ser reconhecida pelo vizinho vendedor de balas nos ônibus, ou ele passaria horas falando sobre o tiroteio na rua da  noite anterior. Ele a reconheceu, mas entendeu o recado direitinho. Só mostrou a caixa de balas a ela, que o ignorou. O menino era bonito e tinha sido o seu namoradinho de infância. Mas agora eles não eram mais crianças. Os dois cresceram e viviam de formas diferentes, embora ambos ainda tivessem 16 anos.
Depois de tanta demora, finalmente chegou. Uma mexida no cabelo, uma arrumada na franja, um Trident, estava pronta. Agora ela iria para o segundo piso, talvez ele já estivesse à sua espera. Pela demora no engarrafamento, talvez já estivesse até ido embora; meia hora de atraso... Matutava Angélica enquanto andava rápido. Mas não, ele também estava no trânsito e não queria perder tempo com justificativas. Logo perguntou:"o preço é aquele mesmo que a gente combinou né?". "Aham, sem problemas"- respondeu Angélica monotonamente. Os dois saíram, ele mais a frente e ela o seguindo. Ao final, marcaram mais um encontro e ela voltou ao shopping para comprar um vestido da nova coleção.
Já sabia o que diria á sua mãe    “as vendas tinham sido boas e resolvi comprar um vestidinho que tava na promoção.”

domingo, 19 de setembro de 2010

E você, o que diz sobre o tempo ???

                                                                           TEMPO
O que falar sobre tempo? É difícil ter tempo para poder escrever alguma coisa sobre tempo. De certa forma, tempo é uma coisa que faz falta para todas as pessoas. Seja por qual motivo for, todos precisamos de tempo para fazer alguma coisa.

Talvez seja um pouco de desorganização a falta de tempo. Talvez desorganização e preguiça, muito provavelmente, na maioria das vezes, seja esse o problema da falta de tempo para as pessoas. Não sou nenhum exemplo de organização e dedicação, mas organizar nossas prioridades é de fundamental importância pra otimizar nosso tempo, fazendo com que tenhamos mais tempo para fazer coisas que nos dê prazer!

Gian C. C. Rios

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Hum?

Huuum... Ã? O quê? Não sei. Por quê?!

Onde? Por quê? Quando?

Quando, não sei

Porque ... Hum... Não sei.

Huum? Como? Huumm... é.

Não sei.

O que?! Por quê? De que?!

Não, porque não sei.

Como?! Ã? Foi?!

Oh, Por quê?

Por que?! Não sei... Talvez...

domingo, 8 de agosto de 2010

Tudo Errado


Muita força aplicada a pouco peso concedido
Tantas frases pra uma palavra
Tantas expressões e apenas um sentido
Tanta coisa pra dizer nada
Enquanto o próprio nada é tudo
Tantas teorias e nada desvendado
 Muitas coisas ditas pra pouco conteúdo explicado
Status ou beleza. Dinheiro ou inteligência
O que não é contradição posto como tal
Em resumo, a vaidade
Crescer e evoluir. O que é importante pra mim?
Em tudo que se busca não se encontra humildade
Um mar feroz de desordenadas idéias
Que invadem como ondas emergentes
Fazem vum-vum-vá no tico
Cra-tra-cra no teco
Parece estar tudo errado
Conhecimento, ciência e tecnologia
E a humanidade pra onde caminha?
Tudo igual mesmo quando diferente
Tribos, ritmos, quebradas, vibes
Um palco sem platéia
E se não gosto e não me enquadro
Sou mais um grupo em cima do palco

domingo, 25 de julho de 2010

Blá blá blá

Não sei que...

Blá blá blá

blá blá blá

blá blá blá

na falta do que falar...

blá blá blá

blá blá blá

blá blá blá

Não sei pra que tanto blá blá blá

sábado, 24 de julho de 2010

Doce melancolia
Não me abala e me causa dor
A esperança infinita
O importante me afasta
Um desejo cansado
Perseverança mal-amada
Impaciência e resignação
Essa é a cor da minha doença
Sentimentos guardados
Solidão acentuada
Pensamentos reprimidos
Um começo sem meio e fim
Felicidade não curtida
Melancolia cultivada

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um domingo de Marina

Era um domingo de manhã. Depois de uma semana de trabalho, um sábado corrido e apenas um domingo pra descansar, ainda tinha casa para arrumar, roupa para lavar; nada muito comum a uma jovem de 23 anos. Desde que Marina decidiu morar só e longe da familia, nunca mais saíra um domingo e para completar, terminou o namoro há duas semanas. O namorado que vivia sem tempo para ela, foi flagrado com uma coroa.
Num interior distante, longe dos melhores amigos, a difícil missão de suportar, além da semana inteira, mais o domingo, aquela carente e chata colega de trabalho que passara no mesmo concurso. Quase todo domingo era a mesma coisa, ela não acertava outro numero, era pra Marina que ligava e o monólogo começava. Falava sobre casa, sobre pratos, comida, sobre tintura para cabelos, sobre esmaltes, perfumes. Falava as besteiras das quais Marina não compartilhava. Falava sobre os presentes do namorado e momentos românticos, nada do que uma pessoa que acaba de terminar o namoro precisa ouvir. E ela só ouvia, vez ou outra soltava um “hum... certo” ou um risinho forçado que saia de uma expressão nada risonha. Ora ou outra ela pede uma opinião do tipo “você acha que eu devo ir de rosa ou amarelo?” e quando Marina finalmente soltava um “olha...” ELA interrompia, e a própria respondia com muitos argumentos. Mas sempre tinha uma escapatória para Marina, ou era o cachorro que se soltava, ou tinha que ir ver a comida, ou tinha alguém batendo à porta. Nessas horas, qualquer “crente” chato batendo à porta tentando convencê-la de ir à sessão de descarrego ou tentando expulsar o demônio da casa dela, era inventado para que aquele monólogo de 20 minutos que já parecia durar uma hora terminasse ali. Pronto, agora ela podia terminar os serviços domésticos, mais tranqüila e melancólica ao som de Legião Urbana. Lembrando sempre da família, dos amigos, dos bons tempos, conseguia fazer tudo até o meio-dia. Antes de almoçar, ainda tinha uma obrigação a cumprir, o almoço do cachorro. Pereba como sempre abanando o rabo, e lambendo sua dona. Dela um sorriso, uma brincadeira rápida antes de colocar água e pronto. A tarde já não tinha muito que fazer. Dar banho no Pereba, deixá-lo cheirosinho pro passeio das 18 é antes um hobby. Pra noite, um milk shake com batatas fritas tava de bom tamanho. À noite, enquanto pereba assistia ao filme de luta, Marina dormia em cima do seu livro predileto que lia pela qüinquagésima vez, Pollyana. O celular ao lado, já estava programado para despertar nos próximos sete dias.




domingo, 18 de julho de 2010

Sonhos: a busca da felicidade

O desejo de se tornar milionário, de constituir uma família, de viajar o mundo todo, de publicar um livro, o desejo de mudar o mundo, ou de contribuir de alguma forma, o desejo de ter “aquele” emprego. Todo mundo tem um sonho? Um sonho? Não, vários sonhos.
 
Até um tempo atrás ficava meio preocupada por não ter um grande sonho, aquele sonho “único”, que sobrepusesse outros desejos. Só depois me dei conta de que o sonho é pessoal e relativo. Ninguem precisa sonhar em ser um grande médico, ou grande advogado, como aquilo que eu acreditava que era ter sonho. Só então me dei conta de que os sonhos são os vários desejos que eu tenho e tive durante todo esse tempo, e olha que não foram poucos.

Durante muito tempo sustentei a ideia de que sonho era aquele desejo que demoraria tempo pra ser concretizado, aquilo por que eu lutaria muito para conseguir e talvez nem conseguisse. E assim foi por um tempo. Quando gurizinha, sonhei em ser uma grande bailarina, isso era um sonho, era algo impossível porque a minha mãe jamais me colocara em uma escola de balé, eu falava, mas ela não dava muita importância para isso, e para ser uma grande bailarina era necessário fazer balé desde pequena.

Foram muitos sonhos que ficaram apenas na imaginação, sem nenhuma iniciativa para que se tornasse realidade. Os meus sonhos deveriam estar voltados para escola, a educação, a única garantia que um pobre tem de mudar de vida. Isso também me preocupava, não que eu não gostasse de estudar, mas no momento não havia muita coisa relacionada a isso que me desse muita motivação. Mas foi então que percebi que tudo que fazia estava aliado as minhas necessidades, e também que os sonhos nada mais eram que os fatores que faziam surgir as necessidades.

Sonhos são todas e quaisquer manifestações de desejos, alguns são mais fáceis de conseguir, outros mais difíceis, o que depende das condições em que cada um se encontra em relação a seus sonhos. Do mesmo modo, temos muitos sonhos e mudamos constantemente as aspirações.

Eu não acredito muito naquela velha historia que tanto a minha mãe quis me fazer acreditar de que podemos tudo que queremos, penso que não é tão simples assim, mas acho que com determinação podemos muito, desde que se queira mesmo (“de cum força”). Mas acredito sim que os sonhos impulsionam a vida. É sempre a busca por realizar alguma coisa, por conseguir algo que faz a vida, e tudo que fazemos diariamente, ter algum sentido. E acredito também que todo mundo tem sonhos/ desejos/ aspirações. E não há parâmetros para se julgar o qué é ter sonho, nem o que seja um verdadeiro sonho, partindo da ideia de que o sonho é algo pessoal e que cada um sabe o que é bom pra si.

E independente de que eles se realizem, ou que eles se modifiquem completamente, o importante é sonhar e buscar até onde permitir o limite de cada um. E não ter medo de abandonar os sonhos e buscar por outras aspirações, o importante é lutar e buscar o que houver de melhor pra si.

sábado, 3 de julho de 2010









Será que ainda haverá caminhos?
E quantos encontros serão permitidos?
E quantas vitórias serão vencidas?
Quantas vezes ainda podemos sonhar?
Ainda terei quantas noites mal dormidas?
Ainda temos tempo pra levantar?
E nossas mão até quando fundidas?
E quanto tempo temos pra aproveitar?
Tempo perdido que não é passado
Sentimos falta do que não fizemos
E porque não fazemos agora?
Os tempos são outros e estamos mudados
O pesar da rotina, o suor e o cansaço
O começo, iniciar e não conseguir terminar
Até onde podem ir essas palavras?
Até onde vão os pensamentos, talvez.

"Adeus, até paro ano"!!!

Chega ao fim o melhor período do ano: São João. Na terra do bumba-meu-boi ainda tem um mês de "brincadeiras" no Convento das Mercês, mas não é a mesma coisa, o clima é outro. Parece que não tem o mesmo calor de São João.


Vai ficando uma saudade mansa, afinal, ano que vêm eles estão de volta. Alguns com as mesmas toadas, que não deixam de ser empolgantes por isso. Afinal, quem se cansa de ouvir “Maranhão, meu tesouro, meu torrão Eu fiz esta toada, pra ti Maranhão Terra do babaçu Que a natureza cultiva Esta palmeira nativa É que me dá inspiração.” na voz do sublime Humberto? Mas também com aquela 'apitada' introdutória, o som das matracas e pandeiros, que passam a comandar as batidas do coração e os movimentos do corpo, com os movimentos das índias e caboclos de pena que hipnotizam, quem se incomoda de já saber cantar aquele “louvor a São João”?

É interessante que existem diferentes tipos de “bumba-meu-boi”, de acordo com o sotaque de cada grupo, e isso acaba levando a certa rixa entre os grupos que é bonito de se ver quando delas são feitas toadas. Esses duelos cantados me fazem admirar as toadas até do “boi” mais “pebazinho” que ninguém da muito valor.

Tem boi pra todos os tipos, eu gosto de todos. "Tah bom"... nem todos, há uma certa repulsão por aqueles que perdem as características do boi, que mais parecem escolas de samba, como o Pirilampo (que eu nem sei se ainda existe, não o vi em programação).

Geralmente, quem gosta só do sotaque de orquestra afirma que o boi de matraca / zabumba são desorganizados, tem pouco brilho, sem graça. Já os que gostam somente dos de sotaque da Ilha afirmam que os de orquestra não são "de tradição", foram forçadamente inventados, ou então que é boi de elite.

Independente de qualquer disputa, é uma das únicas brigas que se permite ser admiração por quem não se envolve em nenhuma das causas (rs). E como tudo que é bom tem que acabar cedo o São João se despede, deixando no seu “até paro ano” um gostinho de quero mais e sempre mais.

domingo, 20 de junho de 2010

Besteirol na TV

Tem certas coisas que não da pra entender mesmo. Como por exemplo, porque minha irmã perde sua noite de domingo assistindo ao programa Pânico na TV. Ô programinha sem graça! Sátiras mal feitas, ironias não alcançadas, preconceito declarado, contra pretos, feios, nordestinos, gordas, homossexuais e, não se salvaram os portadores de necessidades especiais. Sem falar dos quadros “nada a v”: um cara se mutilando, umas mulheres que saem peladas nas ruas , servindo única e exclusivamente de figura sexual. Na verdade, a mulher é a figura mais atacada, porque quando não é a “burra gostosa”, é a gorda, preta, desdentada, idosa (desrespeito total). E convenhamos, a única coisa que aquelas mulheres que trabalham alí têm é bunda e peito, com o perdão da expressão.


Mas, fazer o que né? O programa agrada muita gente. E, o público mais fiel é justamente aquele que mais é zombado pelo pânico na TV. E, como se não bastasse o “Ronaldo”, e “Antonio Nunes”, mais uma chatice pra encher meus ouvidos: “Qui bom”. Aff! Ô coisinha chata!

Há quem diga que é um programa com uma proposta diferente, é um besteirol que se assume como tal e se utiliza da pouca formalidade pra acusar a formalidade vazia, talvez. Mas acaba sendo mais um programinha vazio como o do Faustão, o Super Pop, o da Márcia. Resumindo, um programa que não acrescenta em nada, não tem humor nenhum, se a proposta era essa, fracassou.